Resenha | A Culpa é das Estrelas

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Depois de dizer que eu não não iria ler, me recusar a aderir ao livro que estava na mão de quase todas as adolescentes na escola onde trabalho, acabei de terminar de ler A Culpa é das Estrelas e ainda estou com lágrimas nos olhos. Não porque o livro seja genial ou eu não tenha imaginado como tudo acabaria desde o início, ou que ele não tenha passagens clichês, não é isso. É pelo vazio que ele deixou em mim, e ao mesmo tempo por ter deixado tanta coisa bacana aqui.


A Culpa é das Estrelas é um livro que fala sobre dois adolescentes que estão perdidamente apaixonados e terrivelmente enfermos: a Hazel e o Augustus (que nome lindo desse garoto). O livro conta sobre o amor dos dois e a história é mesmo bonita, bonita para valer, mas não é sobre isso que o livro fala. Não somente, não para mim.
O livro fala mais sobre o vazio e sobre o quanto somos pequenos diante da grandiosidade do universo e que por mais que o que sintamos seja imenso, no final das contas nós somos nada e o que deixamos para trás é também o nada. Mais cedo ou mais tarde deixaremos de existir, assim como bilhões já deixaram e o mais angustiante à respeito disto tudo é que não podemos fazer nada para que seja diferente.
Eu deveria tê-lo lido antes, mas lê-lo agora foi bom. Tenho certeza que, embora não tenha sido um livro grandioso e talvez daqui há alguns anos ninguém vai lembrar dele (e eu estou o.k. com isso), A Culpa é das Estrelas nos lembra de muitas coisas que jamais deveríamos nos esquecer: que mesmo perdidos na nossa pequenez, devemos buscar o que nos faz feliz, que a vida não é legal com todo mundo, que as coisas as vezes não terminam como nós gostaríamos, mas que isso não deve nos impedir de viver o máximo que os nossos pulmões nos permitirem. Devemos nos lembrar de estar perto de quem amamos, porque as vezes, do nada, essas pessoas podem não estar mais lá, e tudo o que fazemos hoje pode nos causar grandes angustias depois. Devemos nos lembrar que o vazio que pessoas amadas deixam em nós (menores que o universo, mas ainda assim imensuráveis) não devem ser maiores que as lembranças boas que guardamos delas, pelo menos enquanto vivermos.
John Green me conquistou e, ao terminar, meu instinto foi ligar para o meu noivo. Queria dizer o quanto o amava, e não parava de agradecer pelos meus pulmões funcionarem tão bem para que eu pudesse chorar com tanta vontade.
Espero tê-los ainda para aguentar assistir ao filme!
Leiam. Agora. O.K? O.K.

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